sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lembranças de uma infância feliz


Hoje em dia parece que a palavra infância virou sinônimo de um tempo antigo, como se virasse quase uma lenda!

Poucas são as crianças que realmente vivem e agem como crianças nos dias de hoje.

Não sei bem os motivos nem quando começou esse fenômeno ....mas a verdade é que cada dia que passa a precocidade das crianças é visível e imediata .

O que sinto é que como se do nascimento ate a adolescência houvesse um hiato ...um tempo que não mais existisse..não mais curtido e aproveitado como se fosse uma fruta, que se come com as mãos se lambuzando e rindo ao mesmo tempo.


Ah que saudades da minha infância ...


Quando podia brincar de casinha, pique esconde, subir em árvore, chorar sem vergonha quando me machucava, viver sem compromisso com o amanhã e curtindo cada dia como se fosse único e ao mesmo tempo infinito.


Lembro de como eu era uma criança alegre e peralta demais ..sempre falante e curiosa , dizendo e fazendo o que me dava na telha (nem essa expressão ouço mais hoje em dia) rsrs


Tempos em que tínhamos vizinhos amigos, e que as festas que meus avós faziam reuniam todos em torno de uma mesa feita de tábuas no quintal, tamanho era a quantidade de pessoas que participavam dela.
Já nós crianças só parávamos pra comer muito rapidamente, porque correr e brincar era o que mais importava realmente.

Aliás sempre começávamos as brincadeiras rindo e ao final sempre tinha algum que acabava chorando... Mas qual brincadeira raramente não termina com alguém caindo ou se machucando?!
faz parte do ritual infantil ..rs


Lembro-me de uma vez que me escondi dentro de uma geladeira velha, que sendo substituída por uma nova, ficou morando uns tempos no quintal lá de casa (até que alguém veio pegar).

Já parecia fazer parte do cenário e logicamente passou a ser usada como mais um local de estrepulias ...
Sendo assim coloquei toda família e alguns vizinhos preocupados em minha caça, até que uma tia muito querida, passando do outro lado do muro de nossos vizinhos do lado esquerdo viu um pedacinho de meu vestido aparecendo na tal geladeira meio aberta...
E então quando gritou meu nome, sai em disparada procurando o colo do meu pai que sempre compreendia e acolhia minhas levadices...rs


Que coisa boa seria se ainda hoje  ou à partir de agora em todo mundo as crianças tivessem a oportunidade de começar a realmente ter  e viver como crianças, e mais velhas poderem reviver essa alegria e total felicidade que é ter o prazer de ter tido e curtido sua INFÂNCIA!!


Abraços e que cada um de nós façamos a nossa parte para que isso se realize!


Rosangela

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Presente de Viver


A vida está sempre em constante mudança, o que hoje nos parece apenas uma visão fantasiosa e muito distante pode de um momento para o outro se tornar realidade.

Jamais devemos dizer que NUNCA alguma coisa ou situação nos é impossível .

Tanto as coisas boas como as ruins podem nos pegar de surpresa(sinceramente estou sempre aguardando as boas ) rs

Mas de qualquer forma nada é concreto, tudo é transitório e em processo de constante mudança.
Creio que isso é algo muito melhor do que sempre ter certeza de tudo, pois a rotatividade é essencial para que não estacionemos em nossos desejos e projetos pessoais.

A melhor coisa da vida é ser surpreendida positivamente é claro...

Pode ser um telefonema de quem amamos e de quem já não nutríamos nenhuma esperança,

Ou um por-do-sol que nos pega numa tarde desanimadora e que renova nossa fé, entusiasmo e alegria de viver,

Aquele amigo (ou amiga) que retorna depois de um longo tempo e que nos faz reviver um tempo feliz e único,

Um novo amor que já nem esperávamos mais surgir e que faz nossos dias mais coloridos e deixam pra trás todo desbotamento de antes,

Uma noticia do emprego que a vida inteira aguardamos e há tempos deixamos de lado.

Enfim, a vida vai nos presenteando e surpreendendo o tempo todo...

Esse é o verdadeiro milagre de termos nascido: que o tempo muda a todo instante e a sensação é única para quem sabe se permitir SER,VIVER, AMAR E RESPIRAR cada segundo de cada NOVO DIA.

Abraços

Rosangela Lessa

domingo, 3 de setembro de 2017

"Não peçam pra uma mulher ser "equilibrada"!
Uma mulher não veio a este mundo pra ser "equilibrada"!
Uma mulher veio a este mundo pra sentir! 
Mulher veio pra desequilibrar, desestabilizar, intuir, duvidar, verbalizar, confrontar...
Ela não pode ser "normal".
Ser "normal" vai sufoca-la!
Ela é anormal!
Ela é desencaixada!
Ela tem todo o Universo dentro dela... E dá à luz a todo instante...
Como pode ser "normal"?
Mulheres não são de paz. Mulheres são de totalidade!
Mulheres não se tornam "Mestres".
Mulheres assumem a Deusa".
Nina Zobarzo




domingo, 30 de julho de 2017

Poesia


Quero dividir com voces esse lindo poema da MARAVILHOSA poetiza ,atriz e tambem cantora Elisa Lucinda.
É simplesmente tudo que eu gostaria de ter escrito.

De Elisa Lucinda
Da chegada do amor


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

Um amor incondicional


Queria tanto que no mundo a maioria das pessoas pudessem ter por um animal, no minimo 1% de todo amor, respeito e dedicação, alegrias e carinho que eles nos oferecem .
Hoje acordei muito triste por ter perdido um cachorrinho que apesar de não mais conviver comigo, me trouxe muitas alegrias enquanto fez parte de meus dias.
Há 2 anos ele se mudou para outro lugar com minha mãe e minhas irmãs, mas sempre que eu ia visitá-los, ele me recebia com seu rabinho cotó abanando e me dizendo nos olhos que minha presença era bem vinda.
São lembranças que ficarão para sempre em minha vida e hoje isso tudo me passou entre lágrimas como num filme desde que soube que ele tinha partido nessa madrugada passada.

Mas quero mesmo que fique para sempre em minha vida e nas minhas memórias, as coisas boas que ele me trouxe... desde pequenino quando tão miudinho brincava embaixo da mesa de centro lá de minha casa.
Ou das vezes que sorrateiramente subia na minha cama e pegava meu ursinho de pelúcia e corria com ele na boca desajeitado, pois o ursinho mesmo pequeno, conseguia ser ainda maior que ele ..rs
Enfim são coisas e sentimentos que me pegam nessa hora em que meu coração só quer dizer : OBRIGADA POR TER EXISTIDO !
ADEUS TOY!
E sei que agora você está muito feliz e brincando junto de seus amiguinhos no céu dos bichinhos .


Rosangela

PESSOAS QUE MACHUCAM SEM BATER


Vou deixar com vocês um texto muito importante que acabei de ler, da maravilhosa escritora e cronista (que aliás é uma excelente analista do comportamento humano) Martha Medeiros:


"É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos. É só mirar no peito e atirar com palavras. Um dos maiores dramas femininos é a violência dentro de casa.Milhares de mulheres apanham do marido e do namorado. Não importa se são pobres ou ricas, analfabetas ou cultas: apanham uma, duas, três vezes e, em vez de fazerem a malinha e darem um novo rumo às suas vidas, mantêm-se onde estão, roxas e orgulhosas. A maioria suporta a situação porque não tem como se sustentar, não tem para onde levar os filhos, elas estão nesse mundo sem pai nem mãe. Mas há outro motivo curioso: muitas mulheres encaram a surra como um contato íntimo. Na falta de um beijo, aceita-se um tapa. Dói, mas ninguém pode dizer que não existe uma relação a dois. É uma maneira masoquista de se fazer notar, de não se sentir ignorada pelo companheiro. Apanho,logo existo. Que é medieval, nem se discute. Mas a humanidade convive há séculos com essas armadilhas, com essas cenas em que cada um interpreta como lhe convém.


Podemos nos apiedar de quem sofre maus tratos em nome desse amor fora dos padrões, mas a verdade é que apanhamos todas, todos.


Diga aí quem nunca machucou, quem nunca foi machucado, mesmo sem trazer marcas visíveis. Algumas pessoas são experts em não deixar cicatrizar velhas feridas, em fazer dor no ponto frágil.


Insinuações doem, acusações injustas doem, desapego dói, indiferença, então. É justamente dentro das relações mais íntimas que se obtêmas melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas. Sabemos como reage nosso cônjuge, o que costuma ferir nosso irmão, onde nossos amigos fraquejam. Basta uma frase, uma ironia, e o abatemos. Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos não é passível de condenação.


Não é crime,não deixa marcas de sangue no tapete. Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro. A violência física não tem essa premeditação. Ela caracteriza-se pela falta absoluta de controle. No momento em que se agride alguém com socos e pontapés, atravessa-se a fronteira do racional: vigora a degradação, a selvageria, o fim da civilidade.


Por isso, preferimos a agressão verbal, que, apesar de também machucar, ao menos mantém a ordem.


O ideal, no entanto, seria escaparmos ilesos de qualquer brutalidade e convivermos apenas com abraços, sorrisos e palavras gentis, coisa que acontece apenas entre quem mal se conhece.


A ternura full time só é comum entre pessoas cujas vidas não se misturam, não trazem consequências uma para a outra.


Já a intimidade permite que a mágoa brote, transformando rancor em munição.


Mike Tyson ao menos ganhava bem para bater e levar. Fora do ringue, todo mundo perde."


(Martha Medeiros)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Aqui Pensando

O inverno promete muito frio , pois nem bem chegou e já nos tem antecipado com temperaturas baixíssimas e noites em que  o que mais desejamos  é um bom chá, ou então um delicioso chocolate que nos aqueça e nos faça esquecer um pouco dessas noites geladas.

Mas não é bem sobre isso (a estação Inverno) que gostaria de falar um pouco, mas sim de relações em que o inverno parece ter se instalado para nunca mais acabar.
São pessoas que até  pouco tempo, nos faziam sempre ver o lado bom do viver ..amizades ou amores que no cotidiano nos aqueciam com seu jeito sempre tão especial e saudável de nos tratar.
E hoje o que vemos é o quanto nos parece ser uma verdadeira miragem esse voltar atrás ...

Alguns dias ate nos surpreendemos com um flash do que de bom se passou, mas logo depois voltamos a real e verdadeira faceta de que o presente é muito mais duro e imperfeito, e com ele as relações que um dia tanto nos fizeram bem e hoje  só conseguimos olhar com ressentimento, distância e incredulidade de que se um dia foram realmente boas em nossas vidas.

Mas voltando ao Inverno, dizem que nossas vidas são divididas em estações (o que aliás, já escrevi uma postagem sobre isso)...e aqui e agora me sinto situada e até bem tranquila em dizer que concordo com essa tese, pois tirando as relações perpétuas que temos em nossa existência ( pai, irmãos e alma gêmea..sim eu acredito nessa ligação romântica e esotérica), as outras todas são como estações. 

Existem as que são nossos verões, com seu calor e alegria que parece nunca ter fim, as outono que a principio nos desnudam como as folhas que nessa época caem, o inverno  com sua frieza, mas que nem por isso deixamos de nos sentirmos atraídos e  a primavera que nos trás as cores  de verdadeiras flores exuberantes ao nosso viver.

Enfim apesar de sofrermos algumas vezes, sempre superaremos, isso não tenho dúvida alguma.
É assim que devemos ver a Vida : como estações, que assim como as de trem, nos levam sempre a viajarmos por lugares( alguns tristes e outros felizes) e coisas e pessoas que de alguma forma nos farão ver o mundo e a própria vida de forma Única , Verdadeira e Feliz.

Beijos ;)

Rosangela Lessa


Lembranças de uma infância feliz

Hoje em dia parece que a palavra infância virou sinônimo de um tempo antigo, como se virasse quase uma lenda! Poucas são as crianças qu...