quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O Poder da Palavra


Nem sempre as coisas são como queremos...e nem sempre queremos as coisas como são.

Parece ter o mesmo sentindo lido rapidamente ,mas não, pois o sentido das palavras tem um poder imenso de mudar sentimentos , situações e fatos .

A palavra é maravilhosa quando usada de forma a nos fazer sentir melhores, nos incentivar, nos tirar da mesmice, nos levantar quando caídos, nos fazer demonstrar o que queremos, sentimos e pensamos.

Mas ela também pode nos atirar rumo abaixo, nos fazer tristes, nos amargurar por coisas que não mereçamos, ou jamais imaginavámos ouvir de alguém que simplesmente confiamos ou amamos.

Então que possamos medir melhor essa dádiva que nos foi dado, de usar as palavras com sabedoria, respeito e sempre nos colocando no lugar do outro que a recebe.

Um dia pode passar rápido, mas o efeito de uma palavra mal intencionada ou simplesmente dita da boca pra fora, pode causar dias, meses e até mesmo anos, de um desastre sem fim...

Seria tão melhor se só a usássemos para elogiar, chamar a atenção( quando realmente for preciso e com carinho) para motivar bons pensamentos e tentar sempre lançá-la quando a mente, o corpo e o espírito estivessem limpos de qualquer raiva ou sentimentos negativos.

Sei que isso será um aprendizado difícil e demorado, mas os efeitos dele serão benéficos tanto para quem é alvo dela como também para nós mesmos, pois a vida em toda sua plenitude é sempre uma via de mão dupla.

Abraços e palavras melhores.

Rosangela Lessa

sábado, 30 de dezembro de 2017

Feliz 2018

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
E que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,

E ando com ele a toda a hora.
Fernando Pessoa (Poemas de Alberto Caeiro)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lembranças de uma infância feliz


Hoje em dia parece que a palavra infância virou sinônimo de um tempo antigo, como se virasse quase uma lenda!

Poucas são as crianças que realmente vivem e agem como crianças nos dias de hoje.

Não sei bem os motivos nem quando começou esse fenômeno ....mas a verdade é que cada dia que passa a precocidade das crianças é visível e imediata .

O que sinto é que como se do nascimento ate a adolescência houvesse um hiato ...um tempo que não mais existisse..não mais curtido e aproveitado como se fosse uma fruta, que se come com as mãos se lambuzando e rindo ao mesmo tempo.


Ah que saudades da minha infância ...


Quando podia brincar de casinha, pique esconde, subir em árvore, chorar sem vergonha quando me machucava, viver sem compromisso com o amanhã e curtindo cada dia como se fosse único e ao mesmo tempo infinito.


Lembro de como eu era uma criança alegre e peralta demais ..sempre falante e curiosa , dizendo e fazendo o que me dava na telha (nem essa expressão ouço mais hoje em dia) rsrs


Tempos em que tínhamos vizinhos amigos, e que as festas que meus avós faziam reuniam todos em torno de uma mesa feita de tábuas no quintal, tamanho era a quantidade de pessoas que participavam dela.
Já nós crianças só parávamos pra comer muito rapidamente, porque correr e brincar era o que mais importava realmente.

Aliás sempre começávamos as brincadeiras rindo e ao final sempre tinha algum que acabava chorando... Mas qual brincadeira raramente não termina com alguém caindo ou se machucando?!
faz parte do ritual infantil ..rs


Lembro-me de uma vez que me escondi dentro de uma geladeira velha, que sendo substituída por uma nova, ficou morando uns tempos no quintal lá de casa (até que alguém veio pegar).

Já parecia fazer parte do cenário e logicamente passou a ser usada como mais um local de estrepulias ...
Sendo assim coloquei toda família e alguns vizinhos preocupados em minha caça, até que uma tia muito querida, passando do outro lado do muro de nossos vizinhos do lado esquerdo viu um pedacinho de meu vestido aparecendo na tal geladeira meio aberta...
E então quando gritou meu nome, sai em disparada procurando o colo do meu pai que sempre compreendia e acolhia minhas levadices...rs


Que coisa boa seria se ainda hoje  ou à partir de agora em todo mundo as crianças tivessem a oportunidade de começar a realmente ter  e viver como crianças, e mais velhas poderem reviver essa alegria e total felicidade que é ter o prazer de ter tido e curtido sua INFÂNCIA!!


Abraços e que cada um de nós façamos a nossa parte para que isso se realize!


Rosangela

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Presente de Viver


A vida está sempre em constante mudança, o que hoje nos parece apenas uma visão fantasiosa e muito distante pode de um momento para o outro se tornar realidade.

Jamais devemos dizer que NUNCA alguma coisa ou situação nos é impossível .

Tanto as coisas boas como as ruins podem nos pegar de surpresa(sinceramente estou sempre aguardando as boas ) rs

Mas de qualquer forma nada é concreto, tudo é transitório e em processo de constante mudança.
Creio que isso é algo muito melhor do que sempre ter certeza de tudo, pois a rotatividade é essencial para que não estacionemos em nossos desejos e projetos pessoais.

A melhor coisa da vida é ser surpreendida positivamente é claro...

Pode ser um telefonema de quem amamos e de quem já não nutríamos nenhuma esperança,

Ou um por-do-sol que nos pega numa tarde desanimadora e que renova nossa fé, entusiasmo e alegria de viver,

Aquele amigo (ou amiga) que retorna depois de um longo tempo e que nos faz reviver um tempo feliz e único,

Um novo amor que já nem esperávamos mais surgir e que faz nossos dias mais coloridos e deixam pra trás todo desbotamento de antes,

Uma noticia do emprego que a vida inteira aguardamos e há tempos deixamos de lado.

Enfim, a vida vai nos presenteando e surpreendendo o tempo todo...

Esse é o verdadeiro milagre de termos nascido: que o tempo muda a todo instante e a sensação é única para quem sabe se permitir SER,VIVER, AMAR E RESPIRAR cada segundo de cada NOVO DIA.

Abraços

Rosangela Lessa

domingo, 3 de setembro de 2017

"Não peçam pra uma mulher ser "equilibrada"!
Uma mulher não veio a este mundo pra ser "equilibrada"!
Uma mulher veio a este mundo pra sentir! 
Mulher veio pra desequilibrar, desestabilizar, intuir, duvidar, verbalizar, confrontar...
Ela não pode ser "normal".
Ser "normal" vai sufoca-la!
Ela é anormal!
Ela é desencaixada!
Ela tem todo o Universo dentro dela... E dá à luz a todo instante...
Como pode ser "normal"?
Mulheres não são de paz. Mulheres são de totalidade!
Mulheres não se tornam "Mestres".
Mulheres assumem a Deusa".
Nina Zobarzo




domingo, 30 de julho de 2017

Poesia


Quero dividir com voces esse lindo poema da MARAVILHOSA poetiza ,atriz e tambem cantora Elisa Lucinda.
É simplesmente tudo que eu gostaria de ter escrito.

De Elisa Lucinda
Da chegada do amor


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

O Poder da Palavra

Nem sempre as coisas são como queremos...e nem sempre queremos as coisas como são. Parece ter o mesmo sentindo lido rapidamente ,mas não,...